Pais, amigos e parentes de pacientes que estão em tratamento no
Hospital Aldenora Bello, referência contra o câncer no Maranhão, realizaram um
protesto nesta sexta-feira (18) em frente a Biblioteca Benedito Leite, em São
Luís. A manifestação foi contra a interrupção de tratamentos por falta de
recursos.
Durante o
protesto, os manifestantes alegam que muitos pacientes estão com a
quimioterapia interrompida há meses e que as cirurgias já foram adiadas mais de
uma vez. Eles foram informados que o problema pode ser resolvido na próxima
semana, com a chegada da verba de uma emenda parlamentar que deve cobrir
somente a demanda que está atrasada, mas temem que o problema não seja
resolvido.
A filha de 12 anos de Eunice Santos, possui um câncer na cabeça
e há mais de 30 dias está sem realizar o atendimento. Ela teme que o tratamento
da filha seja comprometido por conta do problema e pede uma solução.
“Um mês e
18 dias sem minha filha fazer quimioterapia e desde segunda (14) que a
radioterapia não funciona e a gente está querendo uma solução. É difícil
demais, eu peço para o poder público, os governantes que lutem e que olhem por
elas, por todos que estão no Aldenora”, disse a dona de casa.
A maior
parte dos atendimentos no hospital Aldenora Bello é custeado pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). São R$ 4,5 milhões de reais destinados para uma despesa que
ultrapassa os R$ 5,5 milhões mensais. Por conta disso, o problema que
inicialmente afetava somente as crianças em tratamento, já começou a atingir os
adultos.
De acordo com Antônio Dino
Tavares, presidente em exercício da Fundação Antônio Dino, que administra o
hospital, disse que o convênio com o Governo do Maranhão já foi retomado e, em
aproximadamente 15 dias, os atendimentos serão normalizados. Além disso, ele
afirmou que os compressores de ar já estão sendo resolvidos para que as
cirurgias sejam retomadas em breve.
“A gente retomou o convênio e uma parcela foi paga uma semana
atrás mais ou menos e hoje, está sendo paga outra parcela. Vai conseguir manter
e normalizar os serviços por aproximadamente 15 a 20 dias”, afirma Antônio Dino
Tavares.
Além
disso, o presidente alega que o hospital possui um déficit mensal por causa da
tabela do SUS que está defasada desde 2009. Antônio Dino Tavares afirma que
está buscando ajuda do governo do Estado para complementar o recurso necessário
e atender pacientes de todo o Maranhão.
“Acreditamos
que a solução definitiva desse problema passa pelo Fundo Estadual de Combate ao
Câncer. Então, o que nós vamos fazer é levar um projeto de custeio para os
conselheiros, para que eles analisem e aprovem caso eles acreditem que esse é o
caminho, de custeio par ao hospital Aldenora Bello”, explicou.


